A Sibila

A Sibila

by Agustina Bessa-Luís

Sibila, que remete para a figura clássica da Sibila de Delfos, significa adivinha e refere-se à personagem Joaquina Teixeira, a Quina.O livro não se atreve a narrar a história do nascimento à morte da protagonista, mas conta a vida de duas gerações anteriores da família Teixeira e duma posterior e ainda de outras famílias e amigos próximos desta.

Morreu velha e doente, mas orgulhosa da casa que salvara da falência e da fortuna que amealhara.A história começa e termina com Germa, sua sobrinha, filha do irmão Abel, que representa uma geração já urbana, desenraizada dum espaço a que Quina sempre se sentira presa.

  • Language: Portuguese
  • Category: Cultural
  • Rating: 3.58
  • Pages: 252
  • Publish Date: 1998 by Guimarães Editores
  • Isbn10: 9726653134
  • Isbn13: 9789726653134

What People Think about "A Sibila"

The lived and described situations gradually reveal the value system that governs a closed universe. The power of command of the woman is revealing itself and taking place after a fire of the house.

Neste livro estende-se sim a narração da vida de uma família do Minho - penso que seja o Minho, devido a alguns elementos culturais que identifiquei - vinho verde e filigrana entre os mais óbvios. Quina atinge a juventude com mais vitalidade que a mãe e, tendo o pai falecido, assume naturalmente o rumo da propriedade; impõe-se-lhe. É nesta época que, pressupostamente, se encontra mais aguçada a sua capacidade de sibila, de vidente, de mulher do oculto, das intuições nas entrelinhas da vida. Mas confesso que de vidente não lhe vi muito. Em Quina denoto uma certa pretensão, um certo desejo preemente de ser diferente dos outros, mais sensitiva, procurada para conselhos e rumos, livre para proferir desmandos. Nunca a vi a fazer mais do que umas rezas aos vizinhos, mas estes próprios a apelidam de sibila, e ela gosta disso. Torna-se mais humilde, passa a reconhecer valores - como a simplicidade forçada de quem vive bem mas não quer ostentar - que outrora lhe causavam espécie. Aliás, muito deste livro me recordou o Monte dos Vendavais, mas enquanto em "A Sibila" a natureza humana se agita nos sobressaltos da vida, na obra-prima de Emily Brontë agita-se nas incongruências do amor. Voltarei, sim, a ler Agustina Bessa-Luís, quase certa de que encontrarei a mesma perspicácia, a mesma profundidade humana, em qualquer outro dos seus romances.

Cada frase surge trabalhada num detalhe e labor minuciosos, que provocam uma quebra na leitura, não apenas porque exigem foco e atenção, mas porque clamam sobre si importância e isolamento do todo. Repare-se como em oposição, Vitorino Nemésio com Mau tempo no Canal (1944), apenas uma década antes e também colado ao romantismo do século anterior, não se consegue desprender dos seus tiques, deslumbrando-se com a sua poética, da qual Agustina claramente se afasta. Agustina nunca embeleza o texto, nem o ritmo, nunca procura a emoção do leitor, que é aquilo que Nemésio tanto objetiva, a marca impressiva de todo o Romantismo, no entanto tendo em conta o virtuosismo da escrita da autora, isso estava claramente ao seu alcance. Para os mais impacientes, posso dizer que a primeira parte é mais descritiva, típica do início do realismo, quase naturalismo, com Agustina a contextualizar todo o porvir da protagonista, Quina, o seu ecossistema espacial, familiar e condições psicológicas. Muitas personagens são introduzidas, cada uma com os seus detalhes, o que provoca algum desespero, e quase me fez desistir do livro, por o considerar arcaico. O que se conta não é extraordinário, mas o modo como se conta é singular, e por isso Agustina Bessa-Luís será sempre uma das grandes vozes das letras nacionais. 2 A Sibila, de Agustina Bessa-Luís, in PasseiWeb, https://www.passeiweb.com/estudos/liv...

Quando uma escritora estrangeira perguntou a Agustina Bessa-Luís, numa conferência internacional, a sua obra é assim mais ou menos como o quê? Há personagens, como todos os seres humanos, com instintos, ao mesmo tempo, bondosos e medonhos.

Isto normalmente não me assusta nem desanima, mas depois de passar as primeiras 100 páginas a reler várias vezes algumas frases que permaneceram incompreensíveis (exemplos nos updates) e a ter a sensação de que a autora terá ido procurar ao dicionário palavras menos comuns para dar um ar erudito à sua prosa, achei que não valia o esforço.

A primeira é Quina, uma mulher independente que consegue fortuna sem nenhum homem as suas costas. As pessoas a chamam Sibilia e pedem conselho para as suas angústias.

This book was used as a torture instrument by the Portuguese state during my last year of high-school. If on the other hand your are a high-school student and thus subject to deliberate state sponsored torture, i suggest you just go and buy your self a study guide of the book and just bullshit your way trough it.

Agustina Bessa-Luís was born in Vila Meã (Amarante) in 1922. At the age of 81, Agustina Bessa-Luís received the Camões Award, considered the most important portuguese award. Agustina Bessa-Luís nació en Vila Meã (Amarante, Portugal) en 1922, de madre española y padre portugués.