A Perfect Hoax

A Perfect Hoax

by Italo Svevo

When a travelling salesman with a taste for practical jokes persuades him that a Viennese publishing company wants to translate his early failed novel, Mario is caught in a fantasy of success and fame, and neglects his beloved invalid brother.

A Perfect Hoax follows the elaborate prank as it escalates, forcing Mario blindly down a road that can only lead to disappointment.

  • Language: English
  • Category: Fiction
  • Rating: 3.44
  • Pages: 104
  • Publish Date: September 1st 2003 by Hesperus Press
  • Isbn10: 1843910586
  • Isbn13: 9781843910589

What People Think about "A Perfect Hoax"

Quando era jovem tinha criado uma composição que não foi valorizada pelo público, sendo apenas apreciada pelo seu enfermo irmão.

Leggero racconto intorno a una burla ai danni di uno "scrittore della domenica", come tutti gli scrittori desideroso di vedere riconosciuto il suo talento, sognando pubblicazione, fama e successo (anche economico, perchè no?) nel quale non è difficile riconoscere un ironico autoritratto dello stesso autore, che vide a sua volta i primi riconoscimenti pubblici solo in tarda età.

En este caso, lo que más me ha sorprendido es que Svevo deja claro que el protagonista es ridículo, pero aún así también nos dice que en cierto modo es un personaje (casi) noble porque tiene algo de lo que nadie debería nunca burlarse: ilusión. El protagonista de Una burla lograda es Mario Samigli, un escritorzuelo de casi 60 años, que en su juventud publicó una novela que pasó sin pena ni gloria, y que ahora lo único que escribe son fábulas protagonizadas por pajaritos, unas fábulas que no enseña a nadie pero que le sirven para desahogar un poco su frustración. Y todo solamente porque este (supuesto) amigo un día también soñó con ser un reputado escritor pero ya hace tiempo que dejó de hacerlo, y no puede evitar sentir envidia de Mario que aún tiene la capacidad de soñar. Explicado así, puede parecer que la cosa va a ser muy cursi, pero Svevo nunca es cursi, es más dulce que normalmente pero la historia no deja de tener un punto amargo.

È benché dovesse credersi in pieno successo, il povero Mario stava facendo l'esperienza che dopo i sessant'anni non bisognava occuparsi più di letteratura, perché poteva divenire una pratica molto dannosa alla salute." La letteratura può rivelarsi un male incurabile. Ma dopo anni di attesa, la fama arriva come burla da parte di un commesso viaggiatore. L'illusione del raggiungere la fama come unica meta per dar un senso alla nostra vita. Una lista di sentimenti (mal espressa, son sincera) che non lascia scampo. Per Svevo, che nel giro di qualche anno, vede i suoi meriti letterari riconosciuti, guadagnando il suo posto fra gli esponenti della letteratura del XX secolo.

(view spoiler)Guy who wrote a book 40 years ago and still harbours dreams of being a proper literary star lives with his ill brother who he looks after+reads to while working for a businessman and writing fables about sparrows. Eventually he works out he's been had, feels like an idiot, punches cruel friend a bit.

Il solito caro e devastante Svevo concentra in una piccola storiella di paese (ambientata nella Trieste del primo dopo-guerra) nel quale un invidioso commerciante s'inventa una burla verso l'ingenuo e sognatore Mario, vero alter-ego dello scrittore, serve all'autore come scusa per svolgere il suo sguardo indagatore verso le meschinità umane.

Seeing as she is a very intelligent woman I took her advice and read Svevos The Hoax.

E foram esses os seus anos mais felizes, tão cheios de sonhos e desprovidos de quaisquer experiências cansativas, uma segunda infância acesa, preferível até mesmo à maturidade do escritor mais afortunado que saiba esvaziar-se no papel, mais ajudado que impedido pela palavra, e que fica, pois, como uma casca vazia que todavia se crê um saboroso fruto. Parece impossível que um homem sempre alegre como era Mario tenha cometido uma acção similar ao escrever esta fábula. Quereria talvez Mario habituar-se a considerar também o seu insucesso na vida como uma consequência de circunstâncias que não dependiam dele, de forma a submeter-se sem dor? E Mario, avançando de sucesso em sucesso, expunha-se cada vez mais inerme à trama que se estava a urdir para seu dano. Merecia-a simplesmente e estava a acontecer-lhe, o que era a coisa mais natural deste mundo. Era ele o mais velho, mas visto que o outro estava ofendido, com a fraqueza que acompanha a doença, decidiu dar o primeiro passo. () Com a equinimidade de literato, Mario recordou que também ele era para outros uma repreensão viva, pois na cidade existia gente que ficava perturbada só de o ver. Bom como era, ele tentara adoçar essas relações, mas não conseguira, também porque tais embaraços não se superam, antes se agravam com explicações. E ele jamais realizara um embuste, mas a vida sabia inventá-los ainda mais atrozes dos que os do Gaia, e bastava ter-se conhecimento deles para se ser considerado pelas vítimas como um verdadeiro inimigo. Aliás, não era literatura porque a literatura é uma coisa que se vende e se compra.